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Instituto da Terra participa do Fórum "Segurança Pública e Comunidade", realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública/MJ.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realizou nos dias 01 e 02 de julho de 2003 , no hotel Mercure, em Brasília (DF), fórum de discussão com o tema "Segurança Pública e Comunidade". O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, o diretor do Programa Gestão Pública e Cidadania da FGV/SP), Peter Spinik, e a assessora da Fundação Ford, Elizabeth Leeds, abriram o evento na terça-feira (01/07/03), às 18h30.

O projeto Cidadania em Cadeia para o Direito do Futuro, exposto pela diretora do Instituto Zuleica Medeiros, foi selecionado como uma das duas experiências em discussão no tema "As Faces da Violência e Ações Coordenadas".

A realização do fórum é uma iniciativa do Programa Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, da Senasp (Ministério da Justiça) e da Fundação Hewlett da Ford.

O objetivo do encontro é debater iniciativas de combate às várias formas de violência no país.

(fonte: www.mj.gov.br)


2004 - PETROBRAS - Seleção Pública do Programa Fome Zero.

Redactor

             ONG Instituto da Terra, de Florianópolis,
             é selecionada para a Carteira de Projetos da Petrobras

             Florianópolis, 10/10/2004 - A Petrobras
(Petróleo Brasileiro S/A) divulgou o resultado da seleção
pública do seu Programa Fome Zero - Desenvolvimento com
Cidadania, que visa apoiar ações com enfoque na educação,
geração de emprego e renda, garantia de direitos da criança e
do adolescente, e voluntariado. Dos 5.884 projetos recebidos
de todas as regiões do país, de abril a junho de 2004, três
iniciativas catarinenses foram contempladas, entre elas o
Projeto Transformação, da ONG Instituto da Terra para o
Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente e Cidadania, de
Florianópolis, Santa Catarina [www.institutodaterra.org.br].

             "O objetivo do projeto Transformação é criar
condições efetivas e eficazes para a reintegração do ex-
detento na sociedade, através da geração de trabalho e
renda", afirma Zuleica Medeiros, presidente do Instituto. "O
projeto é destinado  a 24 egressos do sistema penitenciário
que passaram pela oficina de reciclagem dentro do presídio
masculino de Florianópolis e estão em liberdade condicional",
complementa.

             A Carteira de Projetos da Petrobras é um
instrumento para estimular a atuação social de parceiros,
clientes e fornecedores que fazem parte da cadeia de negócios
da empresa em todo o país. Integrando a referida Carteira,
com a aprovação do projeto Transformação nas Comissões de
Seleção do Programa Petrobras Fome Zero, o Instituto da Terra
habilitou-se a receber recursos e apoio de quaisquer
interessados, que podem conhecer mais detalhes em
[www2.petrobras.com.br/portugues/index.asp].

             A Petrobras elegeu um total de 132 projetos,
sendo que 73 receberão investimentos diretos da empresa, e 59
farão parte da Carteira de Projetos.

             Os projetos promovidos pela Petrobras atendem a
pelo menos uma das seguintes linhas programáticas: Educação,
qualificação profissional e emprego para jovens e adultos;
Geração de emprego e renda; Garantia de direitos da criança e
do adolescente.

             A primeira etapa da Seleção Pública de projetos
foi realizada a partir de uma Triagem Administrativa
(adequação dos projetos aos critérios do regulamento) e de
uma Triagem Técnica (apreciação de mérito, viabilidade,
exeqüibilidade, capacidade gerencial, impacto social, entre
outros aspectos). Posteriormente, foi constituída a Comissão
de Seleção, composta por quatro membros convidados e três
representantes da Petrobras.

             Além dos itens citados acima, a Comissão
avaliou a relação custo-eficiência, replicabilidade,
efetividade, exemplaridade e valor agregado à marca, pelos
trabalhos apresentados. Os projetos considerados de melhor
qualidade foram indicados para apreciação do Conselho
Deliberativo, última instância decisória que escolheu as
propostas contempladas pela Companhia.

             Mais informações:Zuleica Medeiros, fones (48)
9114-4611. E-mail: zuleica@institutodaterra.org.br
             Divulgação: apoio Redactor Comunicação. Jorn.
Mário Xavier

         Redactor Comunicação
       Mário Xavier - Bel. em Comunicação Social - MTb/RS-
         04954-JP
       (48) 3025-2808 e 9619-9188
       redactor@redactor.com.br

 



Divulgado resultado do Prêmio Gestão Pública e Cidadania 2002

Os cinco vencedores do Prêmio Gestão Pública e Cidadania – 2002 foram anunciados dia 6, durante evento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

São eles: Programa Cidadania em Cadeia para o Direito do Futuro (Florianópolis / SC); Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Setor Têxtil (Campina Grande/PB); Programa Escola Pantaneira (Aquidauana/MS); Projeto Jejy – Reflorestamento de Palmito (Aldeia Indígena do Rio Silveira/São Sebastião/SP); e Rede Pintadas (Pintadas/BA).

Cada um dos cinco projetos ganhadores – selecionados entre 20 finalistas e mais de mil inscritos de todo o País – recebeu uma premiação no valor de R$ 20 mil. Os demais finalistas receberam R$ 6 mil cada um.

Criado em 1995, o Prêmio Gestão Pública e Cidadania é uma parceria entre o BNDES, Fundação Ford e Fundação Getúlio Vargas que tem como objetivo destacar programas, projetos e atividades da administração pública – tanto municipal quanto estadual – e da organização dos povos indígenas que representam práticas inovadoras para resolução de problemas sociais e necessidades comunitárias, visando à melhoria de vida da população. 

 (fonte: www.bndes.gov.br)                         



Caras do Brasil: Instituto da Terra é selecionado para participar do programa do Grupo Pão de Açúcar.


Instituto da Terra foi selecionado como fornecedor para o Programa Caras do Brasil, do Grupo Pão de Açúcar. O programa visa a apoiar as ações em prol do desenvolvimento sustentável no país. Para assegurar a credibilidade do projeto, o Grupo Pão de Açúcar se pautou por rigorosos critérios de seleção.

O grupo decidiu introduzir nas prateleiras dos supermercados produtos elaborados por grupos e organizações que demonstrem RESPONSABILIDADE SOCIAL e AMBIENTAL e a valorização CULTURAL local. Produtos que respeitem os princípios de desenvolvimento sustentável, com geração de renda para os envolvidos e promovendo a permanência das pessoas em suas comunidades.

Com esta iniciativa, o Grupo Pão de Açúcar abre um canal de apoio a muitas organizações civis, as quais costumam encontrar dificuldades na comercialização de seus produtos. O Grupo tem como objetivo, ainda, estimular o consumo consciente.

Leia mais sobre o Projeto Caras do Brasil:
www.grupopaodeacucar.com.br/carasdobrasil/index.htm



valorização dos recursos renováveis

Eco-empreendedorismo, uma indústria ambiental ou faxineiro da Terra. Uma ONG ecológica. O Instituto da Terra, consciente que o lixo, o resíduo sólido, pode ser criador de riquezas e de soluções, recicla os restos das atividades humanas consideradas pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

Lixo para a nossa sociedade é um problema "invisível", a ser sepultado nos lixões urbanos e transformado no nosso inimigo do dia-a-dia. Para nós do Moinho da Terra é a matéria prima transformada em beleza rústica e sofisticada.

É inacreditável a quantidade de rejeitos produzidos pela dita civilização ocidental. Falar em lixo é lembrar que no Brasil são produzidos diariamente por volta de 2 milhões e 500 mil toneladas e 76% vão diretamente para os lixões, pois somente 24% são tratados. Considerando-se uma produção média de 850g de lixo por pessoa ao dia, só em São Paulo o lixo diário ocupa 4 metros de altura de um campo de futebol e 60% do lixo sólido urbano e 84% do doméstico são recicláveis. 40% deste volume geralmente é de papel e reciclar "papel velho" consome cerca de 50% menos energia que fabricá-lo a partir de árvores, utiliza-se 50 vezes menos água além de reduzir a poluição do ar em 95%.

No Brasil, somente 30% do papel produzido é reciclado, e segundo os dados oficiais, o Brasil joga no lixo anualmente 4.5% do seu Produto Interno Bruto - PIB, isto é, de tudo aquilo que produzimos, o equivalente a 11 bilhões de dólares, são jogados pela janela, ou seja, 10% da dívida externa.

Se mede o desenvolvimento de um povo pelo lixo!
O lixo brasileiro é um dos mais ricos do mundo!

Mas o lixo é uma solução, pois demanda muita mão-de-obra. Uma frente de luta contra o desemprego e o sub-emprego e 70% dos brasileiros vivem em desequilíbrio ecológico absoluto pois não conseguem ver atendidas suas necessidades básicas. É preciso criar uma política racional que equilibre preservação ambiental e combate a pobreza.

 



Preservação social

A pobreza e a degradação do meio ambiente estão estreitamente relacionados e não há crime ecológico maior do que a miséria humana. É um problema moral, ético, sociológico, econômico... um crime contra a vida.

A nossa falta de ações nos coloca numa encruzilhada moral, para um lado continuamos vendo a perpetuação da miséria, mas há outro caminho a percorrer e não temos outra escolha.

Já é a hora de nossa sociedade assumir uma responsabilidade adulta. A pobreza não pode ser mais uma indústria política.

Precisamos sair do tempo egoísta para o tempo histórico com a competência moral para manter o passo de nossas responsabilidades. Temos que despertar. Nossa inocência já foi demasiadamente prolongada.

O Instituto da Terra traz a tona, dos porões de nossa sociedade, a miséria humana das cadeias - a pobreza, e com a ética baseada na compaixão e na justiça e com um sentido de humanidade fundamentado na tolerância e no comprometimento, procuramos criar e apontar uma nova postura social: parcerias de instituições privadas com o sistema prisional.

O projeto Cidadania em Cadeia, do Instituto da Terra em parceria com o Presídio Masculino de Florianópolis - SC é uma das soluções que busca ajudar a reintegração social dos apenados como seres humanos capazes de criar e participar.

Estamos no processo de tentar estabelecer uma ponte entre os dois mundos, o intra e o extra mudo. É uma ponte para conduzir o detento para além do mundo prisional, para uma nova vida. Este é o desafio que temos, e não seremos capazes de enfrentá-lo se não tivermos o apoio da sociedade.

 



Antecedentes do papel

  Os orientais, principalmente na Índia, usavam folhas geralmente de palmeiras - daí esta palavra ser sinônimo de folhas costuradas feito livros (páginas).

  Os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca.

  Na China, inicialmente os livros eram feitos com conchas e cascas de tartarugas e posteriormente com bambu e seda.

  Entre outros povos era comum o uso da pedra, nela os egípcios relataram episódios importantes há mais de 6.500 anos.

  Três mil anos mais tarde, os babilônios criaram a tábua de argila - entre eles, a educação era obrigatória, ou seja, quase todos escreviam e não era nem um pouco prático fazê-lo em monolítos.

  A popularização da escrita, levou os povos mediterrâneos a desenvolver tabuletas portáteis cobertas de cera que podiam ser polidas e, desse modo gravadas repetidas vezes.

  Os Maias e os Astecas utilizavam a casca de árvores chamadas "de Torralamatl". O povo Maguta ou Ticuna, índios distribuídos em 95 aldeias ao longo do rio Solimões e seus afluentes, utilizam o liber de ficus para a produção de uma material conhecido como "pano de entrecasca", "papel-pano" ou "tururi" funcionando como suporte pictográfico.

  No início da era cristã, os egípcios inventaram o papiro, nome dado a um vegetal da família "cepareas" (Cyperua papyrus), abundante nas margens do rio Nilo. O caule era cortado em fatias finíssimas para serem trançadas e formatem o suporte.

  O pergaminho foi encontrado na cidade de Pérgamo, na antiga Grécia (hoje Turquia). Era a pele de animais como carneiro, bezerro e cabra. Grosso e resistente servia aos instrumentos de escrita dos ocidentais que com eles cavavam sulcos na superfície para depois preencherem com tinta.

  Por volta do século VI a.C. os chineses foram os primeiros a fabricarem um papel como o atual, de seda e branco, próprio para a pintura e a escrita-caligráfica executada com pincel de pêlo, inventado por eles no ano 250 a.C.

Passagem do papel feito à mão, para o papel industrializado de fibras vegetais virgens - madeira.

  No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina chamada "holandesa" para desintegrar fibras, sendo esta a idéia básica das máquinas atuais.

  Em 1719, o entomologista René de Réaumur (1683-1757) sugeriu trocar o linho e o algodão (escrever em uma folha branca já era um verdadeiro luxo) pela pasta de madeira, porém não teve aceitação comercial pela cor parda da pasta.

  Em 1744, o químico sueco Karl Scheele (1742-1786) isolou a molécula do cloro e revelou seus efeitos alvejantes. Descoberta que impulsionou a fabricação do papel de celulose de árvores, com a possibilidade da produção de papel branco de qualquer madeira.

  A máquina de produção contínua de papel, surgiu em 1789, criada por dois ingleses, os irmãos Fourdrinier. Ela se dividia em três sessões: formatação, prensa e secagem, como as máquinas atuais que chegam a produzir cerca de 1200 metros de papel por minuto e podem ter mais de 125 metros de comprimento e 10 metros de altura.