A
taxa de reincidência criminal é o principal indicador
da eficácia dos trabalhos desenvolvidos no universo penitenciário.
O índice de reincidência nas prisões brasileiras,
segundo o Departamento Penitenciário Nacional - DEPEN -
é de 82%. Dos detentos que passaram pela prática
no Presídio Masculino de Florianópolis, este número
não chega a 10% - 600 homens passaram pela unidade de produção
e destes apenas 18 voltaram para a prisão.

O trabalho dos presos, do ponto de vista da administração
do Presídio, tem finalidades laborterápicas, com reflexos
positivos na disciplina, na diminuição das tensões
e da ociosidade e conseqüentemente diminuindo as tentativas de
fuga e as rebeliões.

"Sabemos que nossa
experiência é pequena e não podemos resolver
os problemas prisionais do país. Temos, no entanto, a consciência
de que construímos um modelo de ressocialização,
uma nova engenharia social passível de replicabilidade
não só para reciclagem de papéis, mas como
modelo de profissionalização no universo prisional
para outras atividades produtivas." (Zuleica Medeiros)